Porto Santo

Lobo Marinho reduz viagens para o Porto Santo



A Porto Santo Line anunciou, que a partir de hoje, 02 de Abril, o ferry Lobo Marinho efetuará apenas 3 ligações semanais com o Porto Santo.


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A operação ferry entre Madeira e Porto Santo.



O atual problema da pandemia COVID-19 está a condicionar severamente a operação do navio que se resume quase exclusivamene ao transporte de carga.

 A navio é indispensável para o abastecimento da ilha, principalmente produtos de primeira necessidade, e, neste momento é também a única opção para que tem necessidade urgente de se deslocar á ilha da Madeira.

Assim o ferry efetuará viagens á segunda-feira, á quinta-feira e ao sábado, garantindo assim o normal abastecimento da ilha.





O navio Lobo Marinho, apenas vai transportar para Porto Santo residentes na ilha




O navio Lobo Marinho, apenas vai transportar para Porto Santo residentes na ilha



O Governo da Madeira deliberou que o ferry "Lobo Marinho", que assegura as ligações marítimas entre o Porto Santo e a Madeira, apenas vai transportar para o Porto Santo residentes na ilha, por forma a salvaguardar o perigo de contágio de Covid-19.


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Photo//Elvio Leao

Os pequenos e elegantes "carreireiros"



"Não podemos correr riscos no Porto Santo", declarou o presidente do Governo regional da Madeira, Miguel Albuquerque.

Assim o acesso ao Porto Santo fica limitado a residentes e a situações em que seja imprescindível alguém visitar à ilha.
O Governo Regional, já havia deliberado que os cruzeiros e iates também não podem atracar nos portos e marinas do arquipélago, razão pela qual o navio de cruzeiro “Hamburg” que tinha uma escala programada para o próximo dia 18, não irá atracar no porto da Ilha Dourada.


A operação ferry entre Madeira e Porto Santo.

A operação ferry entre Madeira e Porto Santo.






A verdadeira operação ferry entre as ilhas da Madeira e Porto Santo começou em Agosto de 1995, quando a Porto Santo Line, que já operava com o navio Madeirense, fretou em casco nu á Isle of Mann Steam Packet Company  o ferry Lady of Mann, que operou com um sucesso estrondoso até fim de Novembro do mesmo ano.



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Ferry Lady Of Mann


Knud E. Hansen projeta ferry Ropax de 212 metros



Embora sendo um excelente navio em termos de navegação e capacidade de manobra, tinha a limitação de só transportar viaturas ligeiras, pois tanto a estrutura dos decks como as rampas de acesso não permitiam o embarque de veículos pesados. Este navio tinha a particularidade de ter uma rampa no cais que era deslocada para as diferentes portas, a alturas diferentes e que eram utilizadas consoante a altura da maré.
Contruido em 1976 na Escocia esteve ao serviço da Isle of Mann Steam Packet Company ate 2005 quando foi vendido para a Grécia passando a chamar-se “Panagia  Soumela”.
Anteriormente, o  “Lusitania Expresso” tinha tentado uma operação idêntica mas como só transportou passageiros não o considero como operação ferry.

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Ferry Lobo Marinho


Austal Austrália lançou o "Bajamar Express"




Entretanto a Porto Santo Line ganhou a concessão da linha regular entre a Madeira e Porto Santo. Depois de alguns meses a efetuar o ligação com o catamarã Pátria, fretado ao Governo Regional da Madeira, em Junho de 1996 começa a operar o ferry “Lobo Marinho”, adquirido na Grécia á Safari Lines
Foram efetuadas algumas modificações, entre as quais uma rampa lateral na alheta de estibordo, que permitia o embarque e desembarque de camiões e contentores de 20 pés. Também foram escavadas nos portos umas rampas que permitiam que o navio operasse, embora com algumas limitações causadas pelas marés. Este navio foi construído em 1967 em Alborg, Dinamarca sendo entregue á Fred  Olsen Lines em 1968 com o nome de “Christian IV”
Em 1984 foi vendido para a Malasia á Perbadan National Shiping Line e com o nome de “Pernas Safari”. Dez anos depois, 1994 voltou a ser vendido, desta vez á Safari Lines, mudando o nome para “Safari”.  Vem para a Porto Santo Line 2 anos depois, onde operou até 2003, transportando milhares de passageiros e automóveis, camiões e contentores



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Ferry Lobo Marinho

Finnlines encomenda dois ferries ecológicos Superstar ro-pax


Em 2002 foram construídas as rampas rol-on rol-of nos dois portos e como o embarque passou a ser efetuado pela popa permitiu o embarque de trailers e contentores de 40 pés, assim como camiões de maior porte.
Com a entrada ao serviço do “Lobo Marinho” novo em 2003, o velho passou para a Cabo Verde Line,  e muda o nome para Lobo Dos Mares operando em Cabo Verde uma época sendo depois vendido.
Atualmente o “Lobo Marinho” continua a transportar milhares de passageiros e automóveis e é indispensável para a economia da ilha.





Maré negra atingiu o Porto Santo há 30 anos



Faz hoje, 30 anos que a maré negra provocada pelo NT "Aragon" atingiu as costas do Porto Santo atingindo principalmente a costa leste da ilha. 
Pequenas manchas de crude que encalharam também na praia e na costa norte, mas nada de relevante ao compararmos com as 25 mil toneladas que encalharam na zona da Serra e Fora e Serra de Dentro.



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Photo Facebook/Navios da Armada

Colisão entre petroleiro e barco de pesca faz um morto e dois desaparecidos



Desde logo foram acionados os meios disponíveis, tendo o Nrp São Miguel da Armada Portuguesa, transportado desde Lisboa centenas de bidões vazios para recolha do crude, assim como outro equipamento.
Mais tarde a seguradora do NT "Aragon" contratou a "TCA Tank Cleaning Amsterdam" para limpeza e transporte para fora da ilha de todos os resíduos.
Desde essa data o Porto Santo dispõe de barreiras flutuantes para contenção de eventuais derrames de combustível.


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Photo Fotos Sapo

"Grande Baltimora" apreendido por suspeita de transportar equipamento militar



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 RTP Madeira

Porto Santo Antigamente


Cinco mortos em naufrágio no mar de Bering



Porto do Porto Santo em construção (1985)




Foto do porto do Porto Santo quando ainda em construção a meio da década de 80 do século passado. Note-se que o contra-molhe não tem a configuração atual, tendo sido em grande parte destruído e reconstruído por se ter verificado que, que iria condicionar a operação do Porto.
Verifica-se também trabalhos de acabamento no molhe comercial, que ficou concluído antes do contra-molhe.





O cargueiro "Madeirense"



Estreia do “Rebecca S” no Porto Santo




O mais recente navio porta contentores do Grupo Sousa, GSLines, o “Rebecca S”, Ex “Samba” escalou ontem pela primeira vez o Porto Santo.



Rebecca-S


Grupo Sousa aposta em projeto de gás natural nos Açores



Entrou no porto da ilha pelas 20.30 e zarpou para Lisboa as 00.30h depois de concluídas as operações de descarga e carga.

Durante o mês de Janeiro, devido á paragem habitual do ferry “Lobo Marinho” para manutenção, o “Rebecca S” escalará o Porto Santo á sexta-feira, e o “Funchalense 5” á terça-feira, ficando assim o Porto Santo com dois abastecimentos semanais.




Rebecca-S



PORTUGS assume operações da Svitzer a partir de 01 de Janeiro

Características

Nome: Rebecca S.
Tipo: Porta Contentores.
IMO: 9428205.
Indicativo: V2FE3.
MMSI: 305649000.
Bandeira: Portuguesa.
Porto de Registo: Madeira
Numero Oficial: 4802.
Donos e Operadores: GS Lines.
Classe: DNV-GL.
Ano de Construcao: 2007.
Estaleiro: Sainty Shipbuilding Yangzhou Corp. Ltd.- Yizheng, China- Casco#05STIG013.
Comprimento Fora a Fora: 129,65 metros.
Boca: 20,60 metros.
Calado: 7,40 metros.
Arqueacao Bruta: 7,584 toneladas.
Porte Bruto: 8,199 toneladas.
Gruas: 1X 60,00 toneladas, 1X 45.00 toneladas.
Potencia de Maquina: 7,200 kW (9,789 hp), 500,00 rpm. 1 helice CP, 149,00 rpm.
Velocidade de Servico: 17,00 nos.
Potencia de Maquinas Auxiliares: 1,800 kW.
Potencia de Geradores Auxiliares: 2,650 kW.
Potencia de Thruster: 600,00 kW (816,00 bhp).

Nomes Anteriores: Ice Sun, Samba

O cargueiro "Madeirense"









Os pequenos e elegantes "carreireiros"




Era uma vez, uns pequenos e elegantes barcos, construídos em madeira, que abasteciam o Porto Santo de tudo o que este necessitava, e transportavam para a Madeira o que a ilha produzia.


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Carreireiros atracados a "braço-dado" no cais da vila

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Arriaga e Devoto, atracados



Tripulados por gente audaz, estas embarcações marcam uma época, já esquecida pelos mais velhos e desconhecida pelos mais novos, em que o transporte marítimo era muito difícil e em nada comparável aos dias de hoje.
Não havia motores, nem guindastes, não havia os modernos apoios e equipamentos de navegação nem a segurança de meios de busca e salvamento disponíveis nos dias que correm.



Carreireiro


Apesar disso, os valentes marinheiros faziam-se ao mar, em condições por vezes difíceis, com ventos e mar que faziam temer o pior.
Sem porto e com uma baía protegida dos ventos de norte, mas muito exposta aos ventos de sul, e quando chegava o mau tempo, ("tempo de sul") eram obrigados a varar os barcos á pressa para não correr o risco dos mesmos encalharem.



Carreireiro-mau-tempo
Carreireiro á "garra" com meu tempo


Uns maiores, outros mais pequenos, todos tinham o mesmo tipo de construção, com duas proas, forma ogival, com quilha, roda de proa e cadaste, e tabuado do forro liso. Eram barcos com convés corrido, com uma escotilha elevada ao centro, a vulgarmente chamada "camara" onde se abrigavam os passageiros, um mastro á proa, onde originalmente armavam uma vela carangueja, e mais recentemente um pau de carga onde, com o auxílio do molinete da proa, que também era usado para recolher a amarra, se fazia a carga e descarga das mercadorias mais leves.



Carreireiro


O cargueiro "Madeirense"


Carreireiro
Carreireiros na baía do Porto Santo


Com a introdução dos motores, as viagens tornaram-se mais rápidas, rondando as 4 ou 5 horas em condições de bom tempo. Na década de oitenta foram feitas algumas alterações ao design original, primeiro, do "Devoto Santíssimo" e depois do "Arriaga" onde se alterou a popa para painel e introduziu-se a casa de leme nos dois restantes. "Maria Cristina" e “Cruz Santa".



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Devoto Santíssimo chegando do Funchal, década de 80 do século XX



MS "Astor" estreia no Porto Santo


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Maria Cristina encalhado na Praia década de 90 do século XX


Infelizmente o tempo e a evolução de nada se compadece, e, com a construção do porto, a chegada de navios maiores e a era do contentor, em poucos anos esses lindos barcos desapareceram
Foi construída uma réplica do "Maria Cristina", que durante algum tempo operou do mercado turístico, mas foi enviado para o Caniçal onde aos poucos está a degredar-se.



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Replica do Maria Cristina, anos 90 do século XX

Estreia do "Hanseatic Inspiration" no Porto Santo


Ficaram as memórias, as histórias de que lá trabalhou, e algumas fotos. Na minha opinião as autoridades competentes deveriam criar um núcleo museológico onde pudesse ser exposto todo o historial destes BARCOS que tão importantes foram para as gentes do Porto Santo.


Se alguém se achar no direito de reclamar a autoria de algumas das fotos por favor contacte-me que eu as retirarei, o que seria uma perda para a informação deste post.


Seabourn Odyssey regressa ao Porto Santo




Estreia do MS Amera no Porto Santo


O MS Amera, esteve pela primeira vez no Porto Santo hoje, ultimo dia de 2019, com cerca de 800 passageiros, tendo chegado por volta do meio-dia e saído para o Funchal ás 18h.




MS Amera


Vard vai construir dois novos navios de cruzeiro de luxo para a PONANT


Como é normal com navios de dimensões consideráveis, o MS Amera fundeou, sendo o desembarque de embarque dos passageiros efetuado com recurso às baleeiras do navio.
O MS Amera (Ex Royal Viking Sun, Ex Seabourn Sun e Ex Prinsendam) é operado pela Phoenix Reisen, operador este, que, desde alguns anos, com os seus navios MS Amadea e MS Artania, tem escolhido o Porto Santo.



MS Amera



O MS Amera foi lançado em 1988 como Royal Viking Sun para a Royal Viking Line e foi renomeado como Seabourn Sun quando a Seabourn Cruise Line adquiriu o navio em 1999. Em 2002, a Seabourn Cruise Line transferiu o navio para a Holland America Line, sendo renomeado como Prinsendam.



No verão de 2018, o Prinsendam foi vendido á Phoenix Reisen, ficando no entanto, afretado á Holland America Line, que o operou nos cruzeiros programados até 1 de julho de 2019. Em 2 de julho de 2019, entrou na Doca 11 no Blohm + Voss em Hamburgo para conversão e tendo saído em agosto de 2019 já como o atual nome.



MS Amera



 Caracteristicas


Classe e tipo: Cruzeiro
Tonelagem: 38.848  GT
Comprimento:  205,5 m
Boca: 28,0 m
Calado: 7,2 m
Decks:  9 decks de passageiros
Velocidade: 22 nós max 18 serviço
Capacidade: 835 passageiros
Equipe técnica: 443

Ulstein lançou o "National Geografic Endurance"



O “Fridtjof Nansen”, da Hurtigruten, concluiu as provas de mar









Estreia do NT "Solando" no Porto Santo


O NT “Solando” atracou hoje pela primeira vez no porto do Porto Santo.
Depois de ter estado fundeado desde a última terça-feira, atracou hoje, pelas 18.30, depois da saída do ferry “Lobo Marinho”.


Photo MarineTraffic

O cargueiro "Madeirense"


Com bandeira sueca, o “Solando” vem ao Porto Santo descarregar combustível, tendo saída prevista para alto mar amanha ás 7.30h
O navio tem como agente na região a Blatas Lda.

Características
IMO: 9428073
Nome: Solando
Tipo de navio: Tanque
MMSI: 266421000
Tab: 12881 tons
Ano de construção: 2009
Estaleiro construtor: Soli Shipyard-Golcuk, Turquia  
Bandeira: Suécia
Porto de registo: Donso              
Sociedade Classificadora: Det Norske Veritas   
Operador, proprietário: Donsotank Rederi, Donso, Suecia         
Outros nomes: Soley até  01 de Abril de 2013 3 Messinia  até Setembro de 2009


MS "Astor" estreia no Porto Santo








"Oosterschelde” no Porto Santo



Está fundeado na baia do Porto Santo o navio holandês “Oosterschelde”. Construído em 1918 como cargueiro foi motorizado em 1930. Em 1939, foi vendido para uma companhia de navegação dinamarquesa e, rebatizado de Fuglen II, tornando-se na altura um dos navios mais modernos da frota dinamarquesa. Em 1954, foi novamente vendido, e rebatizado de Sylvan e tendo sido completamente alterado para uma moderna montanha-russa flutuante.






Roald Amundsen regressa ao Porto Santo



Em 1988, voltou à Holanda onde foi restaurado entre 1990 e 1992, com a ajuda de seu último capitão holandês, Jan Kramer, e de três museus marítimos.
Agora efetua cruzeiros com passageiros, sendo de salientar uma volta ao mundo feita entre Novembro de 2012 e Maio 2014.






Características
Nome:  Oosterschelde
Concluído:          1918
Número IMO :  5347221
Número MMSI : 246011000
Indicativo de Chamada: PGNP
Tipo:      Escuna Topsail
Tonelagem:       400 toneladas
Comprimento:  50 metros
Boca:     7,5 metros
Altura mastro:  36 metros
Calado: 2,95 metros
Motorização:     1 motor Deutz 6 cilindros, 360 hp
Velas:   Escuna Topsail , 891 metros quadrados de área de vela
Capacidade:       24 passageiros embarcados, até 120 passageiros em excursões
Equipe técnica: 4 a 8


Knud E. Hansen apresentou o projeto para um navio de cruzeiro á vela








O cargueiro "Madeirense" 


Em 1961 a Empresa de Transportes do Funchal encomendou um navio aos Estaleiros de São Jacinto, em Aveiro, para efetuar a ligação entre Lisboa e o Funchal com carga geral. Como também se destinava a transportar a famosa banana da Madeira para Lisboa, o navio foi equipado com ventiladores de porão.  
Também tinha ter acomodações para 12 passageiros.




Madeirense saindo de Lisboa


M/S Natalia encalhou na Turquia



O "Madeirense" era um navio misto de carga e passageiros com 70.36 mt de comprimento, 11.03 mt de boca, 5.35 mt de pontal, 1 maquina diesel Werkspoor de 1450 hp que lhe permitia uma velocidade máxima de 12  nós. Disponha de 2 porões servidos cada um por um conjunto de paus de carga.
Á popa tinha um pequeno porão para carga frigorífica e excelentes acomodações para passageiros com 4 dos camarotes com casa de banho privativa.

Até 1989 o Madeirense fez ligações quinzenais com Lisboa , alternando com o gémeo Funchalense, escalando por vezes o Porto Santo, transportando passageiros de e para o Funchal assim como algumas mercadorias onde se destaca as conservas de peixe da extinta fabrica de conservas do Porto Santo, com destino a Lisboa.



Madeirense no Funchal a descarregar carga geral na década de 60

PSL Navegação entra no ranking Top-100 mundial



 Nos anos sessenta ainda não tinha chegado a era do contentor, pelo que a estadia nos portos para carga e descarga era muito demorada, demorando em média quatro a cinco dias para descarregar e carregar o navio.
Quando vinha ao Porto Santo, e por esta ilha não ter ainda porto, o "Madeirense" fundeava ao largo sendo o transbordo feito em lanchas.
Com o aparecimento dos contentores o Madeirense tornou-se obsoleto. Depois de um período imobilizado em Lisboa, foi vendido á Porto Santo Line em 1989, para a ligação Funchal/Porto Santo, no transporte de mercadorias que na altura era feito por dragas, fretadas para o efeito.


Madeirense chegando ao Porto Santo com contentores

Navio russo embate em ponte em Busan, na Coreia



Em Março de 1990 rumou para Lisboa para efetuar uma grande reparação. O tombadilho das baleeiras foi prolongado para a popa, para aumentar o número de passageiros de 12 para 120, assim como a sua cobertura. Foi montado um gerador de corrente alterna para alimentar contentores frigoríficos, lembro que na altura da sua construção os navios disponham apenas de corrente continua, e sempre que era necessário montar um aparelho de corrente alterna, um radar por exemplo, era necessário montar uma comutatriz.
Foram também retirados os paus de carga e o casco foi decapado, ficando com um especto de novo.



O Madeirense começou em ligações regulares em Maio de 1990, transportando carga e passageiros. Tinha capacidade para 19 teus, cerca de 2 dezenas de automóveis estivados em cima dos contentores, no convés e nas cobertas, e muita carga geral, assim como 120 passageiros. Fazia uma ligação semanal regular com saída do Funchal na quarta á tarde e saída do Porto Santo á segunda depois do almoço, isto durante o inverno, fazendo no entanto, sempre que necessário, viagens extraordinárias. Durante o verão o navio fazia quatro viagens semanais com saída do Funchal á terça-feira, quarta-feira, sexta-feira e domingo e do Porto Santo á terça-feira, á quinta-feira, ao sábado, e ao domingo.



 
Madeirense atracado no Porto Santo

Velas semelhantes a asas vão ajudar navios a economizar combustível



O "Madeirense" abasteceu o Porto Santo até Outubro de 1996, altura em ficou imobilizado no Funchal. Em Janeiro 1998 fez a derradeira viagem para o Porto Santo, já com os certificados de navegação expirados mas com uma autorização da Capitania do Porto do Funchal.
Foi então decidido o seu afundamento ao largo do Porto Santo. Para tal retirado do navio tudo o que era suscetível de causar qualquer tipo de poluição, assim como todas as vigias e aparelhos, ficando o navio reduzido a carcaça.
Finalmente a 21 de Outubro de 2000 o "Madeirense" foi rebocado para o seu último destino, e depois de fundeado pela proa e pela popa, foram feitas aberturas no casco para o afundamento mais rápido. Depois de algumas horas a lutar pela flutuação o Madeirense rendeu-se a força do mar e afundou de proa.
Hoje o recife artificial "Madeirense" é um ponto obrigatório do mergulho. Ainda que a 30 metros de profundidade não foi esquecido e será sempre o" MADEIRENSE".


Se alguém se achar no direito de reclamar a autoria de algumas fotos por favor contacte-me que eu as retirarei, o que seria uma perda para a informação deste post.


MS "Astor" estreia no Porto Santo


Esteve hoje no Porto Santo, pela primeira vez o navio “Astor”. Fundeou logo no início da manhã  saindo ao fim da tarde para Lisboa.
O desembarque dos passageiros foi feito com as lanchas do navio, que os transportou até a marina do Porto Santo. Mais uma vez o bom tempo foi uma constante, com mar calmo, ausência de vento e muito sol, o que decerto foi de agrado dos passageiros que visitaram a ilha.





O primeiro navio de cruzeiro X-Bow do mundo começa a sua primeira expedição antártica



O “Astor” é um navio construído em 1987 com o mesmo o nome pelo estaleiro Howaldtswerke-Deutsche Werft (HDW), Kiel na Alemanha Ocidental.



Estreia do "Hanseatic Inspiration" no Porto Santo


Em 1988, foi vendido para a Companhia de Navegação do Mar Negro, na Ex União Soviética, e batizado de “Fedor Dostoevskiy”.  Em 1995, voltou a ter o atual nome “Astor”.
Em 28 de novembro de 2008, foi alvo de uma tentativa de ataque pirata, no Golfo de Omã,  que falhou devido á intervenção da fragata alemã Mecklenburg-Vorpommern .





"Artania" regressa ao Porto Santo



Características 

Tipo:      Cruzeiro
Tonelagem:       20.704  GT
Comprimento:  176,25 m
Boca:     22,60 m
Calado: 6,15 m
Número de decks:          7
Maquinas:          Quatro motores a diesel Sulzer – Wärtsilä 15.400 kW
Propulsão:          Duas hélices
Velocidade:       18 Nós
Capacidade:       650 Passageiros
Tripulação:         300


MS "Azura" chegando ao Funchal



Photos: Elvio Leao




Estreia do "Hanseatic Inspiration" no Porto Santo



Porto Santo teve o privilégio de receber pela primeira vez o novíssimo navio da Hapag Lloyd Cruises “Hansiatic Inspiration”.






"Artania" regressa ao Porto Santo


Depois de ter sido batizado a 11 de Outubro, o “Hanseatic Inspiration” começou este cruzeiro inaugural a 14 de Outubro em Antuérpia com escala em Honfleur em França, onde o navio chegou a 16 de Outubro. Esteve em Guernsey a 17 de Outubro, de seguida em Espanha, primeiro em La Corunha e depois em Cies, rumando para Portugal, em Lisboa e Portimão, seguindo para Casablanca e Porto Santo. O “Hanseatic Inspiration” sairá do Porto Santo ás 19h para o Funchal onde permanecerá durante o dia 27 de Outubro saindo ás 07 h do dia 28 para Santa Cruz de Tenerife, onde acabará o cruzeiro.


Itenerário






MS "Azura" chegando ao Funchal



Nesta escala na ilha dourada, o “Hanseatic Inspiration” transportou 165 passageiros tendo procedido ao embarque de um passageiro.
O bom tempo ajudou a estadia do “Hanseatic Inspiration”, pois apesar se algum vento de sudoeste, o sol brilhou e a temperatura foi convidativa às saídas que se efetuaram quer de autocarro quer a pé.






MS “Star Breeze” é cortado ao meio para ser aumentado 25 metros


Características principais

Ano de construção: 2019
Bandeira: Bahamas
Construtor: Estaleiros VARD (Tulcea Roménia e Langsten Noruega)
Classe: navio de expedição casco reforçado para navegação do gelo
Custo de construção: 145 milhões de euros (155 milhões de dólares)
Proprietário: TUI AG
Operador:  Hapag-Lloyd Cruises
Velocidade: 16 nós
Comprimento: 138 m
Boca: 22 m
Tonelagem Bruta: 15540 Ton
Passageiros: 199 - 230
Tripulação: 170
Decks: 9
Cabines: 120
Decks com cabines: 7


MS “Braemar” torna-se o maior navio a transitar o Canal de Corinto

Photos Elvio Leao

"Artania" regressa ao Porto Santo



O navio da Phoenix Cruises "Artania" , escalou hoje o Porto Santo, proveniente do Funchal.
Visitante regular da ilha dourada, o “Artania”, fundeou às 7.00h e levantou ferro ás 16h rumando a Malaga.







Como é habitual, sempre que as dimensões do navio não permitem a sua atracação, o desembarque e embarque de passageiros foi feito com recurso ás lanchas do navio, que num constante vai vem entre a marina e navio transportaram todos ao passageiros que optaram por conhecer a ilha.







World Explorer, o primeiro navio de cruzeiros construído em Portugal


Nomes anteriores

Real Princess (1984-2005)
Artemis (2005-2011)
Artania (2011-atual)

Proprietários:  

P & O Princess Cruises (1984-2003)
Carnival Corporation & plc (2003-2011)
Artania Shipping ( 2011- atualmente)

Operadores:    

Princess Cruises (1984-2005)
P & O Cruises (2005-2011)
Phoenix-Reisen (2011-atualmente)

Porto de registo:         

Reino Unido Londres, Reino Unido (1984-2005)
Bermudas Hamilton, Bermuda (2005-2016)
As Bahamas Nassau, Bahamas (2016-atualmente)
Construtor: Wärtsilä Helsinki Shipyard , Finlândia
Lançamento: 18 de fevereiro de 1984
Viagem inaugural:19 de novembro de 1984

Características gerais

Indicativo C6CY5
Número IMO :  8201480
Número MMSI : 311000608
Tonelagem:     
44,348  GT
5,580  DWT
Comprimento:  230,61 m
Boca 32,2 m
Calado  7,80 m
Decks:  8
Motorizaçao :    4 × Wärtsilä 12V32 27840 kW
Velocidade: 22 nós
Passageiros  1260          
Tripulantes 537



NT C Force no Porto Santo 



O navio maltês NT “C Force” regressou  ao Porto para descarregar combustíveis. 
Com procedência do Caniçal, o "C Force" atracou ao início da noite tendo saído hoje ás 07 h.
O transporte de combustíveis para a ilhas, continua a ser efetuado com recurso a unidades fretadas, não parecendo haver interesse de qualquer armador nacional em explorar este nicho de transporte.




Características

Nome: C FORCE.
Tipo: Produtos Quimicos.
IMO: 9393072.
Indicativo: 9HYM9.
MMSI: 249706000.
Bandeira: Malta.
Porto de Registo: Valletta.
Numero Oficial: 9393072.
Donos: Besiktas Shipping Group- Istambul, Turquia.
Operadores: NRG Maritime Inc.- Atenas, Grécia.
Classe: Lloyd's Register.
Ano de Construcao: 2009.
Estaleiro: Yardimci Tersanesi A.S.- Tuzla, Turquia- Casco#63.
Comprimento Fora a Fora: 117,00 metros.
Boca Maxima: 21,02 metros.
Calado: 7,53 metros.
Arqueacao Bruta: 6,764 toneladas.
Porte Bruto: 10,303 toneladas.
Numero de Tripulantes: 18.
Potencia de Maquina: 4,658 kW (6,334 hp), 720,00 rpm. 2 helices direcionais, 218,00 rpm.
Velocidade de Servico: 11,50 nos.
Velocidade Maxima: 14,00 nos.
Potencia de Maquinas Auxiliares: 1,800 kW.
Potencia de Geradores Auxiliares: 3,200 kW.
Potencia de Thruster: 592,00 kW (805,00 bhp).
Nomes Anteriores: CT Tipperary (06/2008-04/2009), CT Longford (04/2009-05/2018), Erne (05/2018-07/2018).



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