sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Porto de Antuérpia encomenda rebocador movido a hidrogénio

Aos poucos, se bem que muito lentamente, o mais limpo combustível do mundo, hidrogénio, vai marcando passo, e a construção naval não é exceção. O porto de Antuérpia encomendou a construção do primeiro rebocador movido a hidrogénio do mundo, mas sem células de combustível.
 A embarcação será equipada com motores de combustão que funcionam com uma mistura hidrogénio e diesel. Esses motores terão emissões ultra baixas que cumprem o Estágio V da UE, tornando-os entre os mais limpos do mercado, de acordo com o porto.


Photo Porto de Antuérpia

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O novo rebocador baseia-se na tecnologia popularizada pela Compagnie Maritime Belge (CMB), a empresa de navegação sediada em Antuérpia.
Em 2017, a CMB estreou um pequeno catamarã de passageiros com motores a diesel Volvo Penta movidos a hidrogénio. O novo catamarã, “Hydroville”  está em serviço ferry para os funcionários da CMB ao longo do rio Scheldt, em Antuérpia, e  obtém o hidrogénio localmente no Air Liquide em Lillo, Bélgica.
 A CMB possui um portfólio ascendente de projetos de navios movidos a hidrogénio, como exemplo um navio de serviço eólico movido a hidrogénio para Windcat e um ferry movida a hidrogénio para Tsuneishi Facilities & Craft Co.


Photo Windcat

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Agora a CMB está lançando uma própria joint-venture para o fabrico de motores com a ABC, chamada BeHydro , que começará a comercializar, no próximo ano, uma linha de motores a hidrogênio de média velocidade de até 2,8 MW.
Atualmente, o hidrogénio está entre os combustíveis marinhos, que apesar de limpo na utilização, gera muito CO2 na sua produção, devido as técnicas usadas que consomem imensa energia, de acordo com um estudo recente da DNV GL. A grande maioria do hidrogénio comercial é produzida, utilizando uma matéria-prima de gás natural, óleo ou carvão, libertando grandes quantidades de CO2.


Photo Hydroville

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Por outro lado, o hidrogénio produzido usando energia elétrica pode ser um combustível com emissões quase nulas. Este método usa eletricidade para dividir a água em hidrogénio e oxigénio. Se a energia elétrica vier de uma fonte renovável, o combustível terá um perfil de emissões de CO2 excecionalmente reduzido.
Existem outras maneiras de produção em pequena escala, como o hidrogénio criado como subproduto da produção de cloro. Como exemplo, a fábrica de cloro da Solvay em Lillo, na Bélgica, instalou uma célula de combustível de hidrogénio estacionária para aproveitar o excesso de hidrogénio produzido no local.





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