domingo, 13 de outubro de 2019

MS “Braemar” torna-se o maior navio a transitar o Canal de Corinto

Na passada quarta-feira, o navio de cruzeiro MS "Braemar" estabeleceu um novo recorde como o maior navio de todos os tempos a transitar pelo histórico Canal de Corinto, na Grécia, o famoso e estreito canal que liga o Golfo Sarônico ao Golfo de Corinto.

Photo Fred Olsen Lines

O primeiro navio de cruzeiro híbrido-elétrico do mundo


O canal tem de 24 metros de largura, o suficiente para o MS "Braemar" com 22,5 metros de boca passar. O navio estava tão próximo das paredes do canal que os passageiros puderam tocar nelas, de acordo com Clare Ward, diretora de cruzeiros de Fred Olsen Lines.



O MS "Braemar" está num cruzeiro de 25 noites pelas ilhas gregas e pelo Peloponeso, partindo e terminando em Southampton com escalas em Rodes, Ermoupoli, Patras, Katakolon e outros destinos populares. A Fred Olsen diz que já atraiu um interesse considerável para a repetição do cruzeiro na primavera de 2021.





Costa Smeralda com entrega adiada


A ideia para a construçao do Canal de Corinto começou no século VII aC, durante o reinado de Periandro, governante de Corinto. Mas Periandro optou por um sistema de transporte terrestre mais barato, e a construção de um canal só começou na administração do imperador romano Nero, 600 anos depois. O projeto foi cancelado após a morte de Nero, em 68 dC, e o e esteve abandonado durante 1.800 anos. Em 1882, uma concessionária voltou a operar na rota original de Nero, e o canal foi concluído em 1893.


AIDAperla será equipado com a maior bateria em navios fornecida pela Corvus Energy


Fonte//FredOlsenLines


sábado, 12 de outubro de 2019

Wärtsilä procede a atualizações híbridas a dois navios de abastecimento offshore

O grupo de tecnologia Wärtsilä projetará, fornecerá e instalará módulos híbridos de bateria completos em dois navios de abastecimento offshore pertencentes à operadora norueguesa Atlantic Offshore.

Ocean Star. Photo Kleven

Os navios movidos a energia nuclear


O projeto de atualização será realizado no estaleiro Fitjar, na Noruega. Ao converter os navios em propulsão híbrida, os proprietários serão beneficiados com um consumo de combustível mais baixo e um impacto ambiental reduzido. O contrato com a Wärtsilä foi feito em Junho de 2019.

Os sistemas híbridos de bateria de 746 kWh serão instalados nas 'Ocean Star' e 'Ocean Art'. Ambos os navios foram projetados pela Wärtsilä e estão equipados com motores Wärtsilä e sistemas elétricos Wärtsilä Low Loss Concept (LLC).


Ocean Art Photo Cision

Nova tecnologia para a produção de hidrogénio 'verde'

A LLC reduz as perdas elétricas e fornece maiores cargas individuais do motor para proporcionar melhor eficiência de combustível. Ao selecionar a Wärtsilä para a atualização de baterias híbridas, a integração com os sistemas de controlo existentes será, portanto, perfeita.

A Wärtsilä também realizará testes e provas de mar aos sistemas após a instalação. A conclusão do projeto para os dois navios está prevista para o início de 2020.



Fonte//Wärtsilä

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Porto das Lages retoma a "operacionalidade"


Passada uma semana da passagem do furacão ‘Lorenzo’ pelos Açores que deixou um rasto de destruição, o Porto das Lajes das Flores, uma das infra-estruturas mais afectadas no arquipélago, reabriu à navegação mas muito condicionado.



Porto das Lages Photo Marinha Portuguesa


Acidente no “Euroferry Malta” causa um morto e três feridos



A Portos dos Açores, S.A., conseguiu em tempo recordes, conseguiu disponibilizar um cais acostável para o tráfego marítimo e reabrir aquela infra-estrutura portuária à navegação.
É de realçar a colaboração da Marinha, da Câmara Municipal das Lajes das Flores e das empresas locais e pessoal técnico e da administração deslocados, que foram fundamentais para retomar o abastecimento à ilha das Flores por via marítima.



Porto das Lages Photo Marinha Portuguesa


Furacão Lorenzo destruiu o Porto das Lages, Açores



A grande prioridade era devolver a capacidade de operação ao Porto das Lajes, e de acordo com a Portos dos Açores, já possível operar naquela infra-estrutura com navios até 60 metros de comprimento e 4 metros de calado. Os trabalhos de limpeza do fundo da bacia portuária irão prosseguir nos próximos dias e semanas.


Ferry grego regressa ao porto devido a incendio


“Bourbon Rhode” afunda-se no Atlântico vítima do furacão Lorenzo




quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Novo ferry liga Orkney ao continente escocês

O MV “Alfred”, foi adicionado á frota Pentland Ferries, juntando-se ao MV “Pentalina”, naquele que é considerado o serviço de ferry mais ecológico do género na Escócia.



MV Alfred Photo Orkney

E-Flexer Galicia lançado na China


Há uma turbina eólica em terra que fornece energia quando o navio está atracado durante a noite e toda a iluminação do navio é de LED de baixo consumo de energia.



MV Alfred Photo Orkney

Knud E. Hansen projeta novo conceito de ferry ro-pax


O navio foi construído no Vietname e deixou o país no final de Agosto, tendo chegado a St. Margaret's Hope na manhã de quarta-feira, 9 de Outubro.
O MV “Alfred” esta apetrechado com cinco áreas para passageiros, e uma pequena área destinada a cães. Com capacidade para 430 passageiros e 98 automóveis, ou 54 automóveis e 12 camiões, autocarros ou reboques, é significativamente maior que o MV “Pentalina”.



MV Pentalina Photo Wikipedia

O maior ferry elétrico do mundo fez a sua viagem inaugural



O diretor-gerente da Pentland Ferries, Andrew Banks, disse estar muito satisfeito com a qualidade do navio e o serviço que ele deve prestar, e afirmou: "Este é o ferry mais ecológico do tipo na Escócia e seu baixo consumo de combustível a torna a maneira mais ecológica. viajar para Orkney ”.
Fonte//Orkney


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Os navios movidos a energia nuclear


A energia nuclear como combustível para navios é uma solução com emissões zero. Não emite SOx, NOx, CO2 ou partículas. A tecnologia também é milhões de vezes mais densa em termos de energia do que os combustíveis fósseis e opções alternativas de combustível que atualmente estão sendo consideradas como metanol, amónia e hidrogénio. No que respeita á meta de reduzir os gases de efeito estufa (GEE) da IMO até 2050, é a única solução comprovada atualmente disponível, capaz de substituir os combustíveis fósseis em todas as aplicações marítimas.


NS Savannah, o primeiro navo nuclear civil do mundo Photo: ssMaritime

Nova tecnologia para a produção de hidrogénio 'verde'

A tecnologia está longe de ser nova, a primeira central nuclear entrou em operação em 1955. Desde então, existem cerca de 700 reatores em operação no mar. Isso equivale a milhares de anos de experiência operacional. A tecnologia não se limita apenas às marinhas de guerra, também houve aplicações marítimas civis.
A Rússia opera navios mercantes nucleares desde há muitos anos onde se inclui quebra-gelos movidos a energia nuclear, sendo que, alguns desses navios funcionam como navios de passageiros no verão, no círculo ártico. Pode-se afirmar que já existem muitos navios movidos a energia nuclear.



A energia nuclear pode ser uma opção particularmente atraente para a indústria dos ferries, não apenas devido a emissões zero, mas também porque elimina a necessidade de abastecer combustível ao embarcar e desembarcar passageiros, o que se torna mais um desafio para os novos combustíveis. Quaisquer requisitos futuros para usar a energia ligada a terra para limitar as emissões, seriam postas de parte com o uso da energia nuclear. Seria até possível o navio fornecer energia ao porto onde atraca, e ter assim uma fonte adicional de receita. Atualmente, a Energia Nuclear está excluída do Índice de Projeto de Eficiência Energética (EEDI), o que significa que não há restrições para navios que operam usando a tecnologia.
A perceção e aceitação dessa tecnologia pelas pessoas, é ainda um problema, mas os riscos são mesmo reais? O desenvolvimento tecnológico aprimorado ao longo dos anos garantiu que mecanismos de segurança contra falhas sejam incorporados aos projetos de reatores para na existir saída de radiação em caso de falha. A aceitação mútua entre os países para a implementação regulatória terá que estar em vigor para que a procura por esta fonte de energia aumente, podendo ser esta a única alternativa para a os combustíveis marinhos com emissões realmente zero.

Russia lançou o quebra-gelo nuclear "Ural"


O navio quebra-gelo, “RV Polarstern”, ficará retido no gelo do Ártico, de propósito


Fonte//Hellenicshippingnews